quinta-feira, 29 de julho de 2010

As velas ardem até ao fim


"Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Choupin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular."

Há duas críticas que, a meu ver, dizem tudo sobre este livro:
Uma, assinada por Reseña, que assegura tratar-se de "Uma obra incomparável"; e outra, de Inês Pedrosa, que afima "Um portentoso tratado sobre a Amizade em forma de romance, uma obra-prima".
Antes de comprar este livro estive com ele no mínimo umas 5 vezes na mão; depois pousava-o e voltava a pegar nele. Estava na dúvida se devia pagar os 13.30€ por ele ou esperar que o "Shantaram" voltasse a baixar de preço. Felizmente o meu instinto disse-me para comprar este livro. Sem dúvida o livro mais bem escrito que já li até hoje, e uma das histórias mais envolventes e emotivas. É mesmo um romance sobre a amizade incondicional, com uma escrita tão íntima que chega ao coração do leitor.
Não tenho nada de mau a apontar a esta obra, apenas mais uma nota bastante positiva: a tradução de Mária Magdolna Demeter para a língua portuguesa.

Podem ler aqui no blog do Hugo.

1 comentário:

djamb disse...

A tradução está mesmo muito boa. Não fosse o esforço da tradutora, penso que o livro não teria tanta energia. Há outros de Sandor Marai que gostaria de ler, como o "De verdade".
Boas leituras!