sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Sedutor

Ora digam lá se nestes dias de frio o que apetece não é mesmo estar no quentinho, com uma chávena de chá e na companhia de um bom livro? Acho que para quem goste de ler (e de chá... já agora... eh eh eh) é dos melhores programas que há para as tardes de Inverno.
Outro livro de Danielle Steel que acabei de ler. Esta é a autora que preenche grande parte de uma das minhas estantes, tenho mais de 40 livros da sua autoria (sem contar com 3 que ainda estão embalados à espera de serem lidos).
Já vos falei de várias obras dela aqui, aqui, aqui e aqui e de certeza que ao longo dos tempos ainda vos irei mostrar mais algumas.
Este livro, no início, estava a parecer-me um bocadinho "lamechas", mas às páginas tantas revelou-se uma história muito interessante e teve um final surpreendente, que me fez acabar de ler e exclamar para mim própria "olha, quem diria que isto ia acabar assim?".

"Ter casado com Blake revelou-se uma maravilhosa aventura para Maxine: era rico, brilhante, carismático e absolutamente imprevisível. O seu único senão era a sua busca incessante por divertimento, que o mantinha constantemente afastado da família. Após cinco anos de casamento, o divórcio leva ambos a dedicarem-se àquilo de que mais gostam: ele viaja pelo mundo, seduzindo mulheres jovens, belas e famosas; ela cria os filhos em Manhattan e exerce o seu trabalho de psiquiatria com crianças e adolescentes.
Depois tudo muda...
Maxine apaixona-se por um homem que é o oposto do ex-marido: tem maturidade, é sólido e está sempre presente; e Blake muda de atitude perante a vida ao presenciar a tragédia de centenas de crianças orfãs que ficaram sem tecto após um terramoto.
A nova prespectiva da vida leva Blake a procurar Maxine, não só porque a deseja de novo, como pretende que ela o ajude num projecto humanitarista. Ela vacila perante a súbita transformação do ex-marido; porém Maxine sabe que Blake é um homem capaz de muita coisa... excepto de mudar!".

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Danças & Contradanças


As sarcásticas histórias de 'Danças & Contradanças' podem ser resumidas em duas palavras - malévolas e maliciosas. Como em muitos dos seus romances, Joanne Harris consegue combinar situações e personagens comuns - e até banais - com o extraordinário e o inesperado. Mais do que nunca, a autora dá largas à sua imaginação e apresenta-nos uma exuberante e prodigiosa caixa de Pandora que contém tudo quanto é extravagante, estranho, misterioso e perverso. De bruxas suburbanas a velhinhas provocadoras, monstros envelhecidos, vencedores da lotaria suicidas, lobisomens, mulheres-golfinho e fabricantes de adereços eróticos, estas são vinte e duas histórias onde o fantástico anda de mãos dadas com o mundano, o amargo com o doce, e onde o belo, o grotesco, o sedutor e o perturbador estão sempre a um passo de distância. 'Danças & Contradanças' é o primeiro livro de contos de Joanne Harris.

Deixo-vos uma parte de um dos contos... hilariante:


Fé e Esperança vão às compras


Há quatro anos, a minha avó foi internada num lar de idosos
em Barnsley. Antes de ela morrer ia lá muitas vezes e essas
visitas estiveram na origem de muitas histórias. Esta é uma
delas.


Hoje é segunda-feira, pelo que lá deve vir outra vez o
arroz-doce. Não é tanto o facto de se preocuparem com os
nossos dentes, aqui em Meadowbank House, mas a habitual
falta de imaginação. Como eu dizia a Claire no outro
dia, há uma infinidade de coisas que podemos comer sem
termos de mastigar. Ostras. Foie gras. Abacate com molho
vinaigrette. Morangos com natas. Leite-creme com baunilha
e noz-moscada. Porquê então esta insistência nos pudins
moles e na carne pastosa? Claire – uma loura mal-humorada,
sempre a mascar pastilha elástica – ficou a olhar para
mim como se eu tivesse enlouquecido. Na opinião delas, os
pratos extravagantes desarranjam o estômago e Deus nos
livre de estimular em demasia as papilas gustativas que nos
restam. Vi Hope arreganhar um sorriso ao meter na boca
a última garfada de torta e percebi que tinha ouvido o que
eu disse. Hope pode ser cega mas não é nenhuma pateta.
Faith e Hope. Fé e Esperança. Com uns nomes como os
nossos, podíamos ser irmãs. (...)

Foi assim que ocupei os meus tempos livres do passado fim de semana, entre os contos fantásticos da Joanne Harris, repletos de imaginação!

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sábado, 4 de dezembro de 2010

Poemas de Victor Hugo


Nos dias mais cinzentos e frios deste Outono, um chá a fumegar, um biscoito e um livro com alguns poemas de Victor Hugo. É a sugestão que vos deixo!

Fábula ou História.

Um dia, magro e sentindo um real desfastio,
Um macaco com a pele de um tigre se vestiu.
O tigre fora malvado, ele tornou-se atroz
Ele tinha assumido o direito de ser feroz.
Arreganhava os dentes, gritando: eu serei
O herói dos matagais, da noite o temível rei!
Como malfeitor dos bosques, emboscado nos espinhos,
De horror, morte e rapinas, escureceu os caminhos,
Degolou os viajantes e devastou a floresta,
Fez tudo o que faz aquela pele funesta.
Vivia no seu antro, no meio da voragem.
Todos, vendo-lhe a pele, criam na personagem.
Gritava e rugia como as feras danadas:
Olhem, a minha caverna está cheia de ossadas;
Olhem para mim, sou um tigre! Tudo treme,
Diante de mim, tudo recua e emigra; tudo freme!
Temiam-no os animais, fugindo com grandes passos.
Um domador apareceu e tomando-o nos braços,
Rasgou-lhe a pele, como se rasga um farrapo,
E, pondo a nu o herói, disse: Não passas de um macaco!

Jersey, Setembro de 1852


As minhas duas filhas

No fresco claro-escuro da bela tarde que tomba,
Uma me lembra um cisne, e a outra uma pomba,
Muito belas, muito alegres, ó suavidade!
Vede, a irmã mais velha e a de menos idade
Sentadas junto ao jardim; e para as duas olhando,
Um ramo de cravos brancos, com os caules pousando
Num vaso de mármore, agitado pelo vento,
Sobre elas se inclina, imóvel e atento,
E tremendo na sombra, parece, assim curvado,
Um voo de borboletas em êxtase parado.

La terrasse, perto de Enghien, Junho de 1842


Unidade

Por cima do horizonte de colinas sem cor,
O sol, essa flor de infinito esplendor,
Se inclinava sobre a terra à hora do poente;
Uma humilde margarida, no campo florescente,
Sobre um muro cinzento, entre a aveia a vibrar,
Branca, sua cândida auréola faz desabrochar;
E a pequenina flor, sobre o seu velho muro,
Fixamente olhava, no eterno azul tão puro,
O grande astro que a luz imortal envia.
- E eu, eu também tenho raios! - lhe dizia.

Granville, Julho de 1836



In Poemas, Selecção e tradução de Manuela Parreira da Silva da Assírio & Alvim

sábado, 27 de novembro de 2010

As regras da sedução

Este foi um livro que comecei a ler e não me estava a entusiasmar nem um pouco. Confesso que até meio achei o livro enfadonho, aborrecido e mais do que uma vez estive para deixá-lo e arrumá-lo na estante, pois é verdade que não aprecio muito romances históricos como este. Mas as críticas sobre a obra eram tão boas que eu resolvi vencer o aborrecimento e lê-lo até ao fim. Ainda bem que o fiz, porque a dada altura a história ficou realmente emocionante e, se até meio levei muito tempo a ler, o resto do livro foi lido num ápice.
Se algum dia pegarem nesta obra e a acharem monótona, arrisquem e continuem em frente, que não se vão arrepender, o final é surpreendente.

Hayden chega sem aviso e sem ser convidado - um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda.
Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família.
O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras...

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Verão das nossas vidas

O Verão foi intenso, de temperaturas elevadas demais para o meu gosto, mas já lá vai! O Verão das Nossas Vidas esteve (re)pousado imenso tempo na minha mesinha de cabeceira (isto têm-se tornado num hábito... grrrrr para mim), um dia abria e lia uma página, outro abria e lia meia duzia de linhas, noutro dia abria e conseguia ler um capítulo, mas... o sono apertava e o livro acabava caído sobre os lençóis quando não era mesmo no chão.

- Não gosto nada disto!
- Esta não sou eu!
- Mas que raio... eu sempre fui de pegar num livro e lê-lo de uma assentada!

Não há hipótese! Se ando absorvida com coisas que me consomem, falha-me a concentração para a leitura! Falta-me a vontade! Escasseia-se-me o espaço que necessito! Retirei o marcador ainda nas primeiras páginas, no ínicio da história. Deixei que o livro esperasse por mim, por um ataque meu, voraz de consumição de letras e palavras que se combinassem com a minha vontade de as absorver sem que nada nem ninguém me interrompesse o prazer de viver a história como se fizesse parte dela.

No passado fim de semana, abri-o, na primeira página e só descansei quando cheguei à ultima.

Deixo-vos a sinopse...

Capri, uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares… Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor… Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.

Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…

Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossa Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho.

... e só posso dizer duas coisas:

- Adorei! - a escrita, os detalhes, a descrição dos locais.
- Recomendo! - um romance sim, daqueles em que retiramos sempre algo de bom e em que nos "encontramos no papel" de alguns personagens.

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pegadas na areia

Tenho a certeza que toda a gente conhece a história do poema "Pegadas na Areia" e mesmo quem não acredita em Deus não fica indiferente à mensagem que o dito poema transmite.
Eu acredito em Deus e acho que toda a gente, crente ou não, deveria ler esta obra, pois ao longo das páginas encontramos sempre algo com que nos identificamos e que nos leva a pensar melhor na nossa vida e nas nossas atitudes.

Quase todas as pessoas já leram, pelo menos uma vez, o poema "Pegadas na Areia". Em versos singelos, ele é uma mensagem que tem confortado e inspirado milhões de pessoas por todo o mundo. O relato é simples. Uma pessoa observa a trajectória da sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas, numa metáfora de que o Senhor sempre caminha ao lado daqueles que Nele confiam.

Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Pelo céu escuro passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

O poema "Pegadas na Areia" foi escrito em 1964 por Margaret Fishback, uma jovem que procurava orientação numa encruzilhada da sua vida. A criação do poema, a sua perda subsequente e a sua espantosa redescoberta estão interligados com a história do encontro de Margaret com o seu marido Paul e os desafios e alegrias da sua vida em conjunto.
Esta história proporcionará renovação espiritual e emocional a qualquer leitor que queira conhecer a verdadeira história de um poema que, ao longo de décadas, passando de mão em mão, impresso, dito, através da Internet, atribuído aos mais variados autores ou a nenhum, tem inspirado e confortado milhões de pessoas no mundo inteiro.

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domingo, 7 de novembro de 2010

A melodia do Adeus

Tenho um colega que para mim é como um irmão, e como tal conhece-me bem: sabe que adoro ler e já conhece os meus gostos literários, por isso de vez em quando tem a gentileza de me oferecer um livro, dando-se ao trabalho de andar sempre a cuscar quais as obras que estão no "Top +" de vendas das livrarias.
Há 15 dias atrás, por ocasião do meu aniversário, ofereceu-me este livro de Nicholas Sparks que tem uma história linda. A minha filha, que viu o filme, já me tinha dito que a história era muito bonita e comovente. O livro adorei... o filme vou ver assim que possa, pois já ficaram de me emprestar o DVD.

Com apenas dezassete anos, Veronica Miller - ou "Ronnie", como é carinhosamente chamada - vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são sificientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque.
Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores.
Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir... e curar.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As dez figuras negras

Comprei este livro num quiosque pela módica quantia de 1€.. eh eh eh... e é incrível verificar como uma obra escrita em 1939 nos dias de hoje ainda nos consegue prender a atenção até à última página... sim, porque mesmo no último parágrafo é que temos a "solução" do caso.

Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?
Em As Dez Figuras Negras, a Ilha do Negro, local sombrio e desde sempre povoado de mistérios, é palco de uma estranha e implacável forma de justiça, na qual as vítimas se encontram encurraladas pelas circunstâncias e o agressor é invisível e omnipresente. Na colecção das Obras de Agatha Christie, este é o primeiro romance em que não figura nenhum detective ou personagem determinante para a (surpreendente) solução dos crimes.

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domingo, 24 de outubro de 2010

Aproveitem a vida

Esta grande figura que eu muito admiro desde a minha adolescência - ANTÓNIO FEIO - travou uma longa e dolorosa luta contra a doença. Infelizmente já não está entre nós, mas nunca será esquecido pelos seus milhares de fãs que sempre o apoiaram e torceram por ele.
Deixou-nos este legado - o livro que escreveu ao longo da sua doença - para que toda a gente possa confirmar que este homem, para além de ser um"animal" de palco, foi um lutador até ao fim. Descansa em paz, António Feio.

Tenho um tumor gigante no pâncreas. Alguns dos tratamentos conseguiram reduzir um pouco o seu tamanho, mas não o suficiente para poder ser operado. Sei bem o que isso significa.
Neste momento, e porque não há outra forma, vivo um dia de cada vez. Deixei de fazer planos para a frente. Não sei o que me espera no futuro, mas isso agora também não importa, o que interessa é o aqui e o agora.
Ao longo deste quase último ano e meio percebi que o meu estado de saúde deixou de ser um tema que me diz respeito apenas a mim, à minha família, aos meus amigos e àqueles de quem sou próximo. A minha doença deixou de ser apenas um problema que é meu, de alguma forma deixou de me pertencer. E isto sucedeu aos poucos, à medida que a onda de apoio e solidariedade à minha volta foi crescendo e ganhando forma. Assim nasceu a ideia deste livro.
A mensagem principal que quero deixar às pessoas é que se há um problema é preciso resolvê-lo da melhor maneira, há que não ficar quieto, há que tentar tudo primeiro, nunca desistir.
Se as pessoas começarem a parar por um momento para olhar para casos como o meu, ou, simplesmente, para a sua própria vida com olhos de ver, talvez comecem a relativizar os seus próprios problemas e possam perceber o que de facto vale a pena na vida. Talvez assim a consigam aproveitar melhor.
Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros!

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A doçura da chuva

Este foi mais um dos livros que levei na mala de viagem quando fui de férias. Sim... eu tiro férias do trabalho mas nunco tiro férias da leitura.
Comprei este livro com 50% de desconto, numa promoção da Wook e confesso que quando o adquiri pensei "o livro não deve ser nada de especial, por isso estão a vendé-lo a metade do preço"...
Enganei-me redondamente: é das histórias mais bonitas que li até hoje. Fala de afectos e sentimentos e a autora descreve as paisagens de uma maneira tão bonita e detalhada que por vezes temos a sensação que estamos presentes nos locais da história.

Kara Whittenbrook tinha uma vida privilegiada. Filha de dois ambientalistas famosos, cresceu entre a selva amazónica e os melhores colégios da elite americana.
Com a morte dos pais num acidente de aviação, torna-se herdeira, não só de uma enorme fortuna, mas também de um segredo que abalará por completo o seu mundo - o facto de ter sido adoptada.
Decidida a encontrar os seus pais biológicos, Kara parte para a Florida, onde conhecerá Ben Thocco, um rancheiro que vive rodeado de gente singular.
Em pouco tempo, ela fará parte de um universo diferente, que lhe abrirá as portas de um amor inesperado e de amizades genuínas, e a ajudará a tomar as mais difíceis decisões...
Em A Doçura da Chuva, Deborah Smith dá-nos a conhecer uma galeria de personagens cativantes, que nos envolvem e nos levam a reconhecer nos pequenos gestos do quotidiano as fontes da alegria e da felicidade.

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

A luz

Confesso que o estilo literário "terror" não é dos meus favoritos, mas este autor - Stepehn King - não consegue deixar ninguém indiferente. E se já viram o filme (eu já vi) e gostaram, garanto que vão gostar ainda mais do livro.


Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que fica absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Emboras a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher, Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor.
Mas a família não está exactamente sózinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes, até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Resgate


Mais um livro que acabei de ler e este de uma das minhas autoras favoritas. Ontem, ao guardar o livro na estante junto com os outros da autora, dei-me conta que este foi o 47º livro que li de Danielle Steel, e ainda tenho mais dois em lista de espera. Eu sei... sou doida por livros!
Este surpreendeu-me uma vez mais: a autora já nos habituou a um estilo de "romance", mas este livro pode ser perfeitamente encaixado na categoria de "policial e mistério".

Após quatro longos anos de cárcere e disposto a regenerar-se para ganhar novamente a custódia das filhas, Peter Morgan é libertado de uma prisão californiana. Simultaneamente, Carl Waters, condenado por assassínio, é devolvido à realidade.
Nessa noite, a cerca de quinhentos quilómetros a sul de San Francisco, o detective da polícia Ted Lee regressa à solidão do lar; há vinte e nove anos que vive quase exclusivamente para o trabalho e, a pouco e pouco, o amor pela esposa vai-se desvanecendo.
Do outro lado da cidade, num luxuoso bairro de Pacific Heights, uma mãe tenta proteger os três filhos do pânico que vai crescendo dentro de si. Quatro meses após a morte do marido, Fernanda Barnes vê-se perante uma montanha de dívidas que não pode pagar, um mundo destruído e um casamento desfeito.
Semanas depois, as vidas destas quatro pessoas colidirão de uma forma que nenhuma delas jamais previra. Para Fernanda, cuja vida a agraciara com casas deslumbrantes, segurança, êxito e uma fortuna colossal, a morte do marido era algo de insuportável.
Não conseguia imaginar uma perda maior, até um crime devastador atingir o âmago da família... e fazer entrar o detective Ted Lee na sua vida.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O ano tem doze homens


Este livro é daqueles que se lê de uma assentada. Escrito de uma forma ligeira e descontraída, tem momentos muito divertidos, que me fizeram lembrar as passagens de "O Diário de Bridget Jones"... é algo do género, que nos coloca um sorriso nos lábios enquanto o estamos a ler.
Sem dúvida uma óptima leitura para os últimos dias de praia. Aposto que, se pegarem neste livro para o ler, quando derem por vocês estão a soltar uma gargalhada.

Pia escreve horóscopos para uma revista feminina e tem uma vida confortável ao lado do seu namorado Stefan.
Mas o dia de Natal tem para a jovem planos muito diferentes daqueles que ela traçara; planos que incluem um relógio frito, um anel inoportuno e uma intempestiva saída de casa. Tudo piora quando Stefan se apaixona por outra mulher.
Pia decide então reinventar-se. Para isso, faz uma aposta com a sua melhor amiga: Pia, a astróloga, envolver-se-á com um representante de cada signo; está, contudo, proibida de se apaixonar... o que não é assim tão simples, porque encontros de uma noite podem ser mais do que mera diversão.
Além disso, os sentimentos de Pia têm sempre a mania de se meter pelo meio. Depois de doze meses de astrologia romântica, as estrelas parecem estar finalmente bem posicionadas e, nessa altura, Pia vai ter de tomar a mais importante decisão da sua vida.


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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O pacto


Os Harte e os Gold vivem lado a lado há dezoito anos, partilhando tudo, desde a comida chinesa e a varicela, até à boleia dos filhos para a escola. Pais e filhos são os melhores amigos por isso o namoro entre Chris e Emily no liceu não foi nenhuma surpresa. São almas gémeas desde que nasceram.
Quando recebem o telefonema do hospital, ninguém está preparadao para a chocante verdade: Emily, de apenas dezassete anos, morreu com um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. Chris diz à polícia que a bala que resta na arma lhe era destinada, mas uma detective local tem dúvidas.
Num único momento aterrador, os Harte e os Gold enfrentam o maior medo de um pai: será que conhecemos verdadeiramente os nossos filhos?

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Villa


Sophia é a herdeira do negócio de vinhos da próspera família Giambelli. Sob ordens da sua avó, ela tem de aprender todas as etapas da produção de vinho. O seu tutor, Tyler MacMillan, é um jovem atraente com uma grande paixão pelas vinhas, mas apenas desprezo pelo mundo dos negócios.
À partida, esta promete ser uma parceria difícil, mas quando a reputação dos vinhos Giambelli começa a ser misteriosamente atacada, a díficil relação torna-se num inesperado romance.
Infelizmente alguém ambiciona destruir mais do que o negócio de vinhos. Mas só quando o pai de Sophia é morto e os membros da família se tornam suspeitos, é que a verdadeira dimensão da ameaça é revelada.
Será que a própria família Giambelli está em risco? E o que pode um frágil amor perante tamanha teia de manipulação?
O talento de Nora Roberts melhora com a idade - tal como o bom vinho - e poderá ser devidamente apreciado nesta história de amor e intriga, sobre a luta de uma família para encontrar a paz.

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domingo, 8 de agosto de 2010

Um grito de amor desde o centro do mundo

Acabei de ler mais um livro e este para mim foi uma agradável surpresa, pois nunca tinha lido nenhum livro de um autor japonês.
Confesso que quando o comecei a ler não achei nada de especial, mas a certo ponto a narrativa prendeu-me até ao final.

Fala de uma história de amor pura e inocente, entre dois adolescentes e do processo de luto quando um deles morre vítima de leucemia.
Uma comovente história de amor que apaixonou milhões de leitores em todo o mundo.
Sakutarô e Aki conhecem-se na escola de uma pequena cidade japonesa.
Ele é um adolescente engenhoso e sarcástico. Ela é inteligente, bonita e popular.
Tornam-se amigos inseparáveis até que, um dia, Sakutarô começa a ver Aki com outros olhos.
A amizade cúmplice transforma-se numa paixão arrebatadora.
Juntos vivem uma história capaz de transformar os sentidos e apagar as fronteiras entre a vida e a morte.
"Um grito de amor desde o centro do mundo" é o romance japonês mais lido de todos os tempos. Inspirou uma versão cinematográfica, uma série televisiva e foi adaptado a mangá (histórias em quadradinhos feitas no Japão).

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domingo, 1 de agosto de 2010

A Casa dos Espíritos


Não sou muito apologista de ler o mesmo livro duas vezes (embora haja livros que já os tenha lido de segunda e até de terceira vez), mas esta obra de Isabel Allende foi um destes casos.
Há alguns anos atrás vi o filme "A Casa dos Espíritos", com a magnífica interpretação de Jeremy Irons e Meryl Streep e gostei bastante de o ver. Após ver o filme li o livro e nessa altura achei-o uma seca.
Agora, bastantes anos mais tarde, resolvi pegar outra vez nesta obra e, talvez seja por já estar mais "madura", adorei a obra.

Clássico indiscutível da literatura contemporânea, este romance relata a turbolenta história de uma poderosa família de latifundiários, os Trueba, ao longo de quase cem anos. A dura realidade da terra e o mundo espiritual e mágico entrelaçam-se através de diferentes gerações do romance, forjado à volta do forte carácter do patriarca, Esteban Trueba, e da sensibilidade de Clara, capaz de tocar o mundo dos espíritos com a sua mente.
Envolvidos numas dramáticas relações familiares, as personagens encarnam as tensões sociais e espirituais da sua época até configurar uma espécie de parábola sobre o destino colectivo da América Latina.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

As velas ardem até ao fim


"Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Choupin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular."

Há duas críticas que, a meu ver, dizem tudo sobre este livro:
Uma, assinada por Reseña, que assegura tratar-se de "Uma obra incomparável"; e outra, de Inês Pedrosa, que afima "Um portentoso tratado sobre a Amizade em forma de romance, uma obra-prima".
Antes de comprar este livro estive com ele no mínimo umas 5 vezes na mão; depois pousava-o e voltava a pegar nele. Estava na dúvida se devia pagar os 13.30€ por ele ou esperar que o "Shantaram" voltasse a baixar de preço. Felizmente o meu instinto disse-me para comprar este livro. Sem dúvida o livro mais bem escrito que já li até hoje, e uma das histórias mais envolventes e emotivas. É mesmo um romance sobre a amizade incondicional, com uma escrita tão íntima que chega ao coração do leitor.
Não tenho nada de mau a apontar a esta obra, apenas mais uma nota bastante positiva: a tradução de Mária Magdolna Demeter para a língua portuguesa.

Podem ler aqui no blog do Hugo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Desfigurada


Retrata a história da vida real de uma menina nascida na Arábia Saudita e, que à força e segundo as leis da sociedade do Islão foi literalmente obrigada a se tornar mulher. Lutou contra tudo o que lhe era imposto mas mesmo assim não conseguiu de todo fugir das obrigações de um primeiro casamento negociado, festejado com toda a tradição e riqueza que se impunha e duramente vivido até à altura em que é repudiada pelo marido a devolvida aos pais. Para se ocupar e minimizar a dor da vergonha, decide estudar, com uma filha nos braços e o grande apoio da mãe.

O curso de Radiologia não lhe despertava interesse, mas o convívio com outras alunas e o incontornável desejo de tornar a sociedade do seu país receptiva à aceitação da mulher com algum nivel de emancipação, de deixar de ser vista como uma sombra do pai ou do marido, de ser considerada nula em qualquer função excepto a de esposa e mãe, levou-a a conseguir obter algum êxito. Até que, pela mão de um vizinho e amigo chega a repórter de televisão onde se torna numa estrela na apresentação de um programa popular.

Novo casamento, um marido doentiamente ciumento, e cenas de violência extrema desabam em cima dela. Completamente proíbida de comunicar com alguém, fechada em casa e da profissão que abraçara afastada, certo dia é violentamente espancada e abandonada à porta de um hospital. Ficara desfigurada e a obra de reconstituição da sua face fora longa e dolorosa, mas Rania encheu-se de força e coragem, a sua imagem correu o mundo e auxiliada por pessoas importantes dessa mesma sociedade e outras noutros países, leva para a frente uma dura e longa batalha pela defesa dos direitos das mulheres.

É um excelente livro autobiográfico, dotado de muita coragem e inteligência, com uma mensagem estrondosamente importante e uma grande porta que se abre à alteração das leis fundamentalistas dos países islâmicos.

Não vou deixar aqui nenhum trecho, julgo que este resumo remete bem para o tema em questão e recomendo a leitura deste livro.

Aproveito para deixar aqui uma nota extra. À medida que ia avançando na leitura, vinha-me à ideia tudo o que tenho lido pelos nossos jornais. De há já muito tempo para cá, só se lêem desgraças, maridos que matam mulheres, namorados que matam namoradas e vice versa... violência extrema a que não estávamos habituados na nossa sociedade e, agora parece ser o mais comum... é assunto todos os dias... estas situações estão a tornar-se desmesuradamente constantes e para mim, tal como certamente para todos vós que me lêem, é chocante, monstruoso!

Deixo aqui algumas questões:
- Porquê?

- O que se passa com a nossa sociedade?

- Deixou de existir amor pelo próximo? Ou será o amor próprio que está em decadência?

- Será excesso de notícia que acaba por se transformar em publicidade com preço a pagar por quem não merece?

Podem ler aqui no blog da Cenourita.

sábado, 10 de julho de 2010

Artista de circo


Há mais de um ano que eu tinha este livro em casa e ainda não o tinha lido (o que faz isto é ter um monte de livros em fila de espera na estante... eh eh eh). Comprei-o por um bom preço numa feira do livro em Lagos (creio que me custou 5€) e finalmente decidi-me a tirá-lo da estante e levá-lo para a praia.
O livro é uma compilação de histórias publicadas pela autora no Jornal de Notícias.
São histórias leves, fáceis de ler e há sempre uma ou outra com a qual nos identificamos a 100%.

"Nunca vi um homem dividir o que fosse com uma mulher, se calhar tive azar, se o meu pai não tivesse desaparecido no rasto branco de um avião do outro lado do mar, talvez a vida me tivesse preparado de outra forma, mas quando à noite a minha mãe me lia os contos de Grimm que acabavam sempre da mesma forma, eu apertava os dedos uns contra os outros e apetecia-me rasgar o livro por me mentir tanto."

Uma trapezista, uma rapariga à espera, um cego, uma executiva, um poeta, uma menina rica, um estudante de Biologia, um fotógrafo, uma avó dedicada, uma mãe que tem uma caravana, uma hospedeira, um comandante, um condutor de eléctricos, uma quiromante, um rapaz tímido, uma actriz, um amigo para toda a vida, um actor que nunca sabe qual é o papel dele, uma irmã com asma, uma mãe, uma avó doida por bolos, um avô austero e um filho adorável, são algumas das personagens que povoam as histórias orgulhosamente publicadas nas últimas páginas de domingo no Jornal de Notícias entre 2000 e 2002.
Uma viagem alucinante ao mundo do imaginário onde cada um de nós acaba por se encontrar mesmo que não queira.

Podem ler aqui no blog da Risonha.