sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Físico

Mais um livrinho directo para a academia literária um livro espectacular que já li há algum tempo, mas que não era meu, agora aproveitei os livrinhos a 1 euro das revistas Sábado e Visão para o comprar e ficar com ele, porque eu para além de gostar de lêr gosto também de ter os livros nas prateleiras, mas não me interessa o tipo de encadernação, porque não os quero para ficar bonito, mas porque gosto de livros!!

Este é de um autor Americano Noah Gordon, jornalista de profissão, mas que se dedicou á escrita em 1965 e a fama obteve com este Fisico em 1988.
O fisico faz parte de uma triologia da qual fazem parte também Xaman e A Doutora Cole, que por certo ainda não li, porque estou á espera que saia também a 1 euro ;-).

Para abrir um pouco o apetite para esta Saga, vamos fazer uma viagem com Rob pela idade média, pela religião, crenças, amores e desventuras.

"No Século XI, Rob Cole abandona com apenas onze anos a pobre e donte Londres para vaguear pela inglaterra.
Durante suas deambulações, fazendo malabarismos e vendendo curas para doentes, vai descobrindo a dimensão mística da sanação. E é através dessa peregrinação que descobre seu verdadeiro dom, que o levará a converter-se em médico num mundo violento, cheio de superstições e preconceitos.
Tão forte é o seu sonho que decide empreender uma insólita viagem á Persia, onde estudará na prestigiada escola de Avicena.
Aí dar-se-á uma transformação que modificará para sempre a sua vida e o seu destino...."

Simplesmente imperdível.



Podem ler aqui no blog da Alcina.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol


É o título do mais recente livro que acabei de ler!

ADOREI! O autor Haruki Murakami tem uma escrita muito boa. Este romance envolve-nos num ambiente de sedução, amores e desencontros.

A cada página o autor transforma o que poderia ser apenas uma simples história, em algo muito sublime. O autor vive uma paixão através de uma aparição de um antigo amor por Shimamoto que, acabamos por não perceber se essa aparição aconteceu mesmo ou se foi tudo passado na cabeça do autor, devido à enorme vontade que este tinha que tal romance acontecesse.

Aconselho a leitura deste livro!

Podem ler aqui no blog da Cláudia.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A Irmandade do Santo Sudário

Aqui está mais um livro acabadinho de ler e uma óptima sugestão de leitura para estes dias frios, em que apetece mesmo ficar no quentinho das nossas casas, enroscadinhas no sofá, com uma chávena de chá quente e um bom livro por companhia.
Penso que a maioria das pessoas, sendo católicas ou não, já deve ter ouvido falar no Santo Sudário (também chamado de Sudário de Turim), mas nesta página da Wikipédia podem encontrar algumas informações preciosas.
Este livro aborda várias épocas históricas e todo o percurso que o Santo Sudário fez até aos dias de hoje.
Uma história envolvente que adorei ler... mais uma sugestão para a Academia dos Livros.

Um incêndio na catedral de Turim, onde se venera o Santo Sudário, e a resultante morte de um homem ao qual tinham cortado a língua são os detonantes de uma trepidante investigação policial do Departamento de Arte, capitaneado pelo detective Marco Valoni.
Juntamente com a perspicaz e atractiva historiadora Sofia Galloni e com uma jornalista ávida de respostas, o grupo de Valoni deverá resolver um enigma que começa com os templários e chega até à actualidade.
Uma trama que tem como nexo de união uma elite de homens de negócios, cultos, refinados e muito poderosos. Os investigadores não fraquejarão no seu empenho de demonstrar que os acontecimentos da catedral estão relacionados com o Santo Sudário e com as vicissitudes que viveu ao longo da história, desde Jesus Cristo até ao antigo império bizantino, à Turquia, à França de Felipe o Formoso, à Espanha, a Portugal e à Escócia.

Com a história e a imaginação como ponto de partida, este romance consegue surpreender o leitor em cada página e deixá-lo sem fôlego, abrindo-lhe as portas a uma fascinante viagem pelo passado, pelo presente e pelas insuspeitáveis relações entre ambos.

Podem ler aqui no blog da Risonha.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um fogo eterno

Já há algum tempo que não participo com nada para a academia literária, porque as leituras agora tem diminuído substancialmente.

Este livro achei que vale a pena, porque é uma história muito bem escrita, que cativa, prende-nos a um mistério desde o inicio e não conseguimos deixar as personagens e os seus romances e dramas até ao fim.

Uma frase que penso está muito de acordo é esta que vem na capa:

“Ler Um Fogo Eterno é como estar sentado numa varanda com um gin tónico na mão a contemplar o pôr-do-sol em África.”
The Times



Um pouco da história para abrir o apetite:

"Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.

Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico".

Podem ler aqui no blog da Alcina.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Para a minha irmã

Mais uma obra lida e arrumada na estante. Este livro tinha sido oferta de aniversário dos meus colegas, juntamente com outro da mesma autora, que ainda está por ler.
A história de que fala fascinava-me, por isso antes mesmo de ler o livro vi o filme.
Uma vez mais gostei muito mais da versão escrita do que da versão cinematográfica... ao ler o livro conseguimos absorver muitos mais pormenores do que vendo o filme.
Fiquei foi deveras surpreendida com o desfecho - o final do livro não tem nada a ver (mas nada mesmo!!!) com o final do filme, consegue ser muito mais bonito.
Por isso, mesmo que já tenham visto a história no cinema, aconselho vivamente a que leiam o livro - aqui fica mais um contributo da minha parte para a Academia dos Livros.

Anna não está doente, mas bem poderia estar. Aos treze anos de idade já passou por várias operações, transfusões e injecções para ajudar a irmã, Kate, que sofre de leucemia.
Anna nasceu com esta finalidade, disseram-lhe os pais, e é por isso que eles a amam ainda mais.
Mas agora ela não pode deixar de se questionar sobre como seria a vida dela se não estivesse presa à irmã... e toma uma decisão que, para a maioria das pessoas da sua idade, seria quase impensável.

Em Para a Minha Irmã, a autora evoca com vivacidade o desafio, físico e psicológico, que uma criança desesperadamente doente representa no seio de uma família. "As batalhas políticas e científicas actuais sobre clonagem e DNA, e genes e terapias de substituição levaram-me a pensar acerca de coisas que o futuro pode reservar a nível pessoal - e daí nasceu a história de Anna e Kate. Se usasse um dos seus filhos para salvar o outro, estaria a ser uma boa mãe... ou uma péssima mãe?".

Podem ler aqui no blog da Risonha.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O símbolo perdido

Acabei de ler o mais recente livro de Dan Brown e só tenho uma coisa a dizer: FAN-TÁS-TI-CO!!!
Não é à toa que este senhor é um dos grandes escritores da actualidade. Já li O Codigo DaVinci, Anjos e Demónios, A Conspiração e Fortaleza Digital, por isso não podia perder de maneira nenhuma este último lançamento.
O livro é Dan Brown no seu melhor, que nos prende da primeira à última página e, quando menos esperamos, somos surpreendidos por uma reviravolta na história.
Só lendo... aproveitem, pois acho que neste momento o livro já baixou um pouco de preço.

Aquilo que se perdeu será encontrado...

Washington D.C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-o: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.
Quando Peter Solomon, eminente maçon e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.
Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de histórias veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller inesperado e arrebatador que nos surpreende a cada página.

O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos...

Podem ler aqui no blog da Risonha.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Amanhecer

Acabei, acabei... acabei finalmente de ler a saga "Luz e Escuridão" de Stephenie Meyer, que teve início no "Crepúsculo", passou pela "Lua Nova", seguiu para o "Eclipse" e terminou neste "Amanhecer".
Dos quatro livros este último foi, sem dúvida, o que mais me fascinou. Gostei do desenvolvimento da história e acho que o "remate" da saga foi muito bem conseguido.
Por isso aqui fica mais um contributo da minha parte para a Academia dos Livros.
Já agora só uma opinião minha: já vi os dois filmes da saga - Crepúsculo e Lua Nova - não achei nada por aí além... os livros são muito melhores.

- Não tenhas medo - murmurei. - Pertencemos um ao outro.
De repente, senti-me esmagada pela realidade das minhas próprias palavras.
O momento era tão perfeito e verdadeiro que não havia forma de o negar.
Os braços dele rodearam-me, apertando-me contra si...
Uma corrente eléctrica pareceu percorrer cada extremidade dos meus nervos.
- Para sempre - confirmou ele.

Amares aquele que te matava, deixava-te sem qualquer opção. Como poderias fugir ou lutar, se ao fazé-lo magoarias o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como recusá-la a alguém que amavas verdadeiramente?
Para Bella Swan, o amor irrevogável por um vampiro enreda-se, de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva.
Impelida, num sentido, pela paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentou um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que agora a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso, mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem o destino dos dois clãs.

Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida, inicialmente desvendada em Crepúsculo e, depois, estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, poderão ser destruídos... para sempre?

Este quarto e último livro da saga é dividido em 3 livros ou "secções", sendo o primeiro narrado por Bella Swan, o segundo por Jacob Black o terceiro novamente por Bella Swan.
Segundo a autora, a capa de Amanhecer, ilustrada por uma peça rainha de xadrez, representa a reviravolta do papel de Bella durante este livro, onde ela se torna parte importante na vitória dos Cullen.

Podem ler aqui no blog da Risonha.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cruel Abandono

É o título do último livro que acabei de ler há umas semanas.
Gostei, gostei bastante da história. É uma história que retrata um pouco do que qualquer adolescente poderá passar... ou não!
Este livro fala de várias histórias mas a central é a história de uma jovem que vai numa viagem e acaba por se envolver uma noite com um rapaz. Desse envolvimento surge uma gravidez inesperada e totalmente indesejada.

"E se o passado regressasse para acertar contas consigo?"

"...Kate tinha adorado esta atitude; nunca alimentara a idéia de cair nos braços dos pais biológicos, tinha simplesmente desejado saber quem eram e..."

"...abandonada no aeroporto de Heathrow.(...) as enfermeiras que trataram dela puseram-lhe o nome de Bianca."

É um livro grande mas que prende a leitura!

Preço na Fnac: 17,70 Euros

Podem ler aqui no blog da Cláudia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Eclipse

E já está... terminei de ler o 3º livro da saga "Luz e Escuridão", que teve início com "Crepúsculo" (que para mim se revelou um livro bastante interessante), "Lua Nova" (na minha opinião, até agora, o livro mais "fraquito") e agora "Eclipse" que achei fantástico.
Uma vez mais, à semelhança dos livros anteriores, a autora envolve-nos e prende-nos da primeira à última página, com uma escrita muito simples e ligeira de se ler.

"No silêncio mortífero que se gerou, todos os detalhes começaram a fazer sentido, como se tivesse sofrido um afluxo súbito de compreensão.
Alguma coisa que Edward não queria que eu soubesse.
Alguma coisa que Jacob não me teria ocultado.
Alguma coisa que fazia com que os Cullen e os lobos andassem a vigiar a floresta, movimentando-se perigosamente perto uns dos outros.
Alguma coisa que eu estava à espera há muito tempo.
Alguma coisa que sabia que ia acontecer novamente, por muito que desejasse que não acontecesse.
Isto nunca vai acabar, pois não?"

- Bella?
A voz suave de Edward surgiu por trás de mim, virei-me para o ver subir agilmente os degraus do alpendre, com o cabelo despenteado por ter andado a correr. Puxou-me imediatamente para os seus braços, como tinha feito no parque de estacionamento e beijou-me.
Aquele beijo assustou-me. Havia nele demasiada tensão, uma intensidade forte demais na maneira como os seus lábios esmagavam os meus - como se ele tivesse medo de que o tempo que tínhamos para estar juntos fosse limitado.

À medida que a cidade de Seattle é devastada por uma série de misteriosas mortes e uma vampira maliciosa continua com os seus planos de vingança, Bella encontra-se mais uma vez rodeada pelo perigo. No meio de tudo isto vê-se forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a amizade com Jacob - sabendo que a sua decisão tem o poder de reacender a luta intemporal entre vampiros e lobisomens. Com o fim da escola a aproximar-se velozmente, Bella tem mais uma decisão para tomar: a vida ou a morte. Mas qual é qual?

Neste terceiro livro da saga há revelações importantes de 2 personagens (Rosalie e Jasper) sobre a altura e forma das suas transformações.
A capa do livro, ilustrada por uma fita vermelha partida, representa a escolha que Bella é obrigada a fazer entre Edward e Jacob e também a ideia de que pode acabar a sua vida como humana.

Podem ler aqui no blog da Risonha.

domingo, 15 de novembro de 2009

Notas de Cozinha


Leonardo da Vinci (1452-1519) é uma das figuras mais multifacetadas da história. Considerado desde o séc. XVI como uma espécie da “mago”, foi pintor, escultor, arquitecto e mestre de banquetes nas cozinhas de Ludovico Sforza.

É assim que é apresentado o Autor deste livro, que li e que é mais uma contribuição para a Academia.

Em 1469, com 17 anos, Leonardo vai como aprendiz para Florença, para a oficina de Verrochio, onde fica durante 3 anos. Passado esse tempo e enquanto se procura impor como pintor, começa a trabalhar à noite como criado de mesa, na Taverna dos Três Caracóis. Na Primavera de 1473, todos os cozinheiros morrem misteriosamente por envenenamento e Leonardo é incumbido de supervisionar as cozinhas. Com o seu espírito inquieto, rapidamente transforma a sensaborona polenta com carnes, em pratos novos e requintados.
Em 1478, a Taverna dos Três Caracóis é destruída por um incêndio e Leonardo, com Sandro Boticelli, abre uma nova taverna nesse sítio, decorada com telas de Verrochio e denominada A Marca das Três Rãs de Sandro e Leonardo. O estabelecimento não foi propriamente um sucesso e em 1482, Leonardo parte para Milão, onde fica ao serviço de Sforza, como Conselheiro sobre Fortificações e Mestre das Folias e Banquetes. A princípio, Leonardo pouco mais faz do que “animar os pós-prandiais”, com o seu alaúde, mas aos poucos vai fazendo outras coisas, como o projecto de alteração das cozinhas do Palácio Sforza.
E Leonardo lista os requisitos básicos de uma cozinha:

“Primeiro que tudo [é preciso] um lume permanente. Depois, um fornecimento constante de água a ferver. A seguir, um chão que esteja sempre limpo. Então, vêm dispositivos para limpar, moer, talhar, pelar e cortar. Seguidamente, um dispositivo para manter a cozinha livre de cheiros e fedores, enobrecendo-a com uma atmosfera suave e sem fumo. E música, pois que os homens trabalham melhor e com mais alegria quando há música. Finalmente um dispositivo para eliminar as rãs dos barris de água potável".

Ao longo da sua vida, Leonardo vai desenvolvendo alguns utensílios para facilitar o trabalho na cozinha e discorrendo sobre a cozinha e a comida, no Codex Romanoff.

Deixo uma nota sobre etiqueta à mesa:

“O meu Senhor Ludovico tem o costume de atar coelhos adornados com fitas às cadeiras dos seus comensais, a fim de que estes possam limpar as mãos engorduradas às costas do animal, costume que eu considero impróprio na época em que vivemos. E quando, depois da refeição, os animais são recolhidos e trazidos para a lavandaria, o fedor infiltra-se nos outros panos que são lavados conjuntamente com eles. Também não me apraz o hábito de o meu Senhor limpar a faca às vestes do vizinho. Porque razão não lhe é possível fazer como os outros membros da corte que a limpam à toalha trazida para o efeito?”

Podem ler aqui no blog do Cupido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Lua Nova

"Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias.
Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele. Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito.
Sentia-me óptima - não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida."

"Senti-me como se estivesse aprisionada num daqueles pesadelos aterradores, nos quais temos que correr, correr até os pulmões rebentarem, mas não conseguimos fazer o nosso corpo deslocar-se com rapidez suficiente...
No entanto, não se tratava de sonho algum e, ao contrário do que acontecia naquele tipo de pesadelos, eu não fugia para salvar a minha vida; corria para salvar algo infinitamente mais precioso.
A minha própria vida pouca importância tinha naquele dia."

Para Bella Swan existe algo mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Porém, estar apaixonada por um vampiro é mais perigoso do que alguma vez ela poderia imaginar. Edward já salvou Bella das garras de um vampiro maléfico, mas agora, à medida que a sua destemida relação ameaça tudo o que se encontra por perto e todos os que lhe são queridos, eles apercebem-se de que os seus problemas podem estar apenas a começar...

Podem ler aqui no blog da Risonha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Cabana

Acabei de ler «A cabana».
Aqueles que me costumam visitar por aqui sabem que não é o tipo de livro que costumo ler, não é o género nem o tipo de escritores que me seduzem.
Então como é que fui ler este livro?
Várias vezes peguei nele, na FNAC, folhei e voltei a pousá-lo. Ele está em grande evidência em todos os escaparates. De novo passava numa livraria e sentia-me atraída por ele. Voltava a manuseá-lo, a ler um pouco aqui e ali, e voltava a largá-lo.
Todos sabem que adoro neve, que o meu sonho seria viver 2 a 3 meses numa cabana aí para a Noruega ou Suécia, para ter a noção do tempo a passar, para sentir-me isolada do mundo e das suas "coisas" numa espécie de retiro espiritual e de encontro. Só comigo e com a minha família, sim, que eu não queria ir só! Pois, se calhar, era este desejo latente que me atirava para aquela capa azul, para aquele branco de neve e para o título sugestivo. Se repararem bem aquela capa irradia uma luminosidade cintilante, quase.


Acabei por ler o livro on-line.
Li-o e gostei.
O livro pede para não contarmos a história mas para divulgarmos a nossa opinião sobre ele. É o que vou fazer.
Na verdade é uma história dos nossos dias, uma tragédia que infelizmente acontece, demasiadas vezes nos últimos tempos, sobretudo no estrangeiro, o rapto e assassínio de uma criança. Um relato real, bem feito e que nos prende. Passam-se três anos e depois de algum mistério temos o pai da criança que regressa à cabana onde a tragédia se consumou. Depois, bem, depois temos um relato fantástico de Deus e da Trindade. Digo fantástico porque é das interpretações mais puras, poéticas e ...doces? Cativantes? Não sei classificar mas que nos toca completamente. E quem me conhece sabe que sou um rochedo, bem díficil de "tocar"!
Há um ou outro pormenor meio desconcertante, naif, próprio da cultura americana. Mas tirando esse facto e o de eu ter lido a tradução brasileira, o que tirou 1/3 da beleza ao texto, tenho a certeza que todos gostarão do livro. A história, independentemente das crenças religiosas, vale a pena ser lida, experimentem!


Não estive na neve em nenhum daqueles países que desejava, mas estive numa cabana.
Em vez de retiro espiritual, tive mais uma reflexão religiosa.
O tempo, esse passou rapidamente!
Ah, e não sei porquê mas ando a trautear o José Cid!



A maioria de nós tem suas próprias tristezas, sonhos partidos e corações feridos, cada um viveu perdas únicas, nossa própria "cabana".

Oferece uma das visões mais pungentes de Deus e de como ele se relaciona com a humanidade.


Podem ler aqui no blog da Noémia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

As irmãs

O que acontece quando quatro jovens mulheres muito diferentes se juntam para viver numa casa em Manhattan?
Com uma percepção e uma compaixão infalíveis, Danielle Steel conta-nos a história de quatro irmãs que, apesar da tragédia que se abate sobre a família, mantêm a capacidade de amar, de rir e de lutar. Misturando de forma brilhante o humor e a tristeza, a autora transmite uma mensagem poderosa sobre a fragilidade e o prodígio da vida.
Candy tem 21 anos e é uma supermodelo habituada a desfilar a sua beleza e a sua fama através de Paris, de Nova Iorque e de Tóquio.
A sua irmã, Tammy, de 29 anos, trabalha como produtora do programa mais famoso e mais bem-sucedido da televisão norte-americana: tem uma casa que adora em Hollywood Hills, em Los Angeles.
A irmã mais velha, Sabrina, de 34 anos, é uma jovem e ambiciosa advogada de Nova Iorque, enquanto Annie, de 26 anos mora em Florença e vive para a sua arte.
No feriado do Quatro de Julho, encontram-se em casa dos pais, no Connecticut, para a reunião familiar anual...
Porém, antes de o feriado terminar, a tragédia abate-se sobre as suas vidas e o seu mundo transforma-se por completo: em vez de continuarem a perseguir com fervor o sucesso, reunem-se para partilharem uma casa geminada em Nova Iorque, para se apoiarem mutuamente enquanto se confrontam com o novo rumo das suas vidas.

Podem ler aqui no blog da Risonha.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O Tempo e o Vento

Fiquei maravilhada com a escrita de Erico Verissimo, neste fabuloso O Tempo e o Vento. Este épico está dividido em três partes, O Continente, O Retrato e O Arquipélago. Apenas li o primeiro, O Continente, mas fiquei apaixonada por esta narrativa intensa, que conta a história da família Terra Cambará ao mesmo tempo que conta a história do Rio Grande do Sul, o estado mais a sul do Brasil.



Eu adoro um livro com árvore genealógica, fico logo motivada para a leitura. Há qualquer coisa nas sagas familiares que me prendem a atenção e me fascinam. E este livro tem uma grande árvore genealógica, sem a qual o leitor estaria completamente perdido, uma vez que a narrativa não segue a ordem cronológica dos acontecimentos, sendo formada por uma série de analepses.


Ruína jesuíta de S. Miguel das Missões

Como já disse, o livro aborda temas da história do Rio Grande do Sul, como os primeiros missionários jesuítas, a expulsão (e consequente sofrimento e muitas mortes) de um grande número de índios dessas missões para outros territórios devido a um acordo entre Portugal e Espanha (que punham e dispunham de terras e gentes), as ondas de imigração açoriana, alemã e italiana, e as guerras civis, mais conhecidas como Revolução Farroupilha e Revolução Federalista.

Quadro de José Wasth Rodrigues que retrata a Revolução Farroupilha

Em vez de colocar um excerto do livro, resolvi colocar um excerto do Prefácio de Maria Lúcia Lepecki, com o qual me identifiquei. Para quem não sabe Mª Lúcia Lepecki é uma professora universitária brasileira, de Minas Gerais, que vive e trabalha em Portugal há muitos anos, tendo inclusivamente sido professora da minha irmã na faculdade.

"Uma pessoa duvida da própria sensatez. Como prefaciar trilogia cujas 2348 páginas cobrem 200 anos (1745-1945), da história de uma família, os Terra Cambará, enquadrada em extensíssima galeria de personagens, todas elas pulsantes de vida? Uma pessoa duvida mais, se se lembrar de que nos três volumes de O Tempo e o Vento viu também um quadro da História do Rio Grande do Sul e, ricochete previsível, da História do Brasil durante dois séculos. Por cima disso, uma pessoa sabe perfeitamente que O Tempo e o Vento encontra escrita de extraordinária beleza, sem ponta de paralelo na restante obra de Verissimo e com muitíssimo poucas parecenças nas literaturas portuguesa e brasileira. Essa escrita, cujos meandros levei anos a discernir, garante um fôlego narrativo que tem, ao arrepio do que mandaria a lógica, três puras naturezas: a épica, a romanesca e a mítica. Caso para dizer: não há quem resista. Por isso acredito piamente que, tal como eu, o leitor amará apaixonadamente este livro e, por causa dele, carregará no coração o Rio Grande do Sul. Mesmo que, também tal como eu, nunca lá tenha posto os pés…"

Leiam e apaixonem-se.


Podem ler aqui no blog da Isabel.

domingo, 25 de outubro de 2009

Caim

Caim, o último livro de José Saramago que tanta poeira tem levantado. Depois da patetice de um senhor ligado à cultura aquando do evangelho segundo Jesus Cristo e que se recusou a enviar a obra nem me lembro para onde, porque ofendia a fé dos católicos, temos agora outro, que de Bruxelas, vem dizer que o Saramago devia renunciar à nacionalidade Portuguesa. Presumo que nem um nem outro tenham lido os livros que os levaram a ter os seus minutos de fama. De qualquer modo isto nem é importante, como não foram importantes as afirmações de José Saramago sobre a bondade ou confiabilidade de Deus nem mesmo as dos representantes da Igreja sobre a honestidade intelectual de Saramago. A Obra é superior a essas “tricas”.

Quando comprei o livro, hesitei entre lê-lo naturalmente, como um outro qualquer romance, ou fazer uma leitura cruzada com a narrativa do Antigo Testamento, nomeadamente do Pentateuco; optei pela primeira.

Saramago está cada vez mais igual a si próprio, ou seja genial; a forma como ele conta a história de Caim, num tempo longo desde a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden até à chegada da Arca do Noé ao monte Ararat é sublime. São 181 páginas de puro prazer, duma escrita que com o passar do tempo vai precisando de menos palavras para nos transmitir mundos de imagens e pensamentos e que nos leva frequentemente a voltar para trás, para tentar apanhar algo que escapou. E quando se volta a voltar atrás descobrem-se mais coisas que escaparam anteriormente. É maquiavelicamente deliciosa esta escrita…

Deixo um excerto, dos mais marcantes para mim, num diálogo entre Caim e seu filho Isaac, depois de aquele ter desobedecido a Deus, não sacrificando o seu filho, tal como era Seu desejo:

“…Perguntou Isaac, Pai, que mal te fiz eu para teres querido matar-me, a mim que sou o teu único filho, Mal não me fizeste, Isaac, Então porque quiseste cortar-me a garganta como se eu fosse um borrego, perguntou o moço, se não tivesse aparecido aquele homem para segurar-te o braço, que o senhor o cubra de bênçãos, estarias agora a levar um cadáver para casa, A ideia foi do senhor, que queria tirar a prova, A prova de quê, Da minha fé, da minha obediência, E que senhor é esse que ordena a um pai que mate o seu próprio filho, É o senhor que temos, o senhor dos nossos antepassados, o senhor que já cá estava quando nascemos, E se esse senhor tivesse um filho, também o mandaria matar, perguntou Isaac, O futuro o dirá, Então o senhor é capaz de tudo, do bom do mau e do pior, Assim é…” (pag. 85).

Podem ler aqui no blog do Cupido.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Crepúsculo

Tanto se ouviu falar deste livro e do filme... e eu confesso que nunca me interessei por nenhum deles.
Tenho o filme em casa há montes de tempo, a minha filha já o viu 2 ou 3 vezes, e eu nunca tive curiosidade de espreitar uma cena sequer.
Achava eu que a história de que ouvia falar não tinha piada nenhuma - onde é que já se viu uma rapariga se apaixonar por um vampiro? Não cabe na cabeça de ninguém, certo?
Mas tanto elogiaram a obra (este fim de semana vou ver o filme, podem ter a certeza) que eu fiquei curiosa para ler.
A minha patroa teve a simpatia de me emprestar os 4 livros da saga e acabei ontem de ler o primeiro - Crepúsculo.
O que vos posso dizer? Envolvente da primeira à última página - estou ansiosa por saber a continuação da história.
Cá fica mais um contributo da minha parte para a Academia dos Livros... e podem ter a certeza que não demorarei muito a vir falar do livro seguinte.
Leiam e vão ver que ficarão tão fascinados como eu...



Nunca reflectira longamente sobre a forma como morreria - ainda que, ao longo dos meses anteriores, tivesse tido motivos de sobra para tal -,mas, mesmo que o tivesse feito, jamais teria imaginado que seria assim.
Era decerto uma boa maneira de morrer: morrer no lugar de alguém, de alguém que eu amava.
Chegava mesmo a ser nobre. Este facto deveria ter alguma importância.

Quando Isabella Swan se muda para Forks e conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora.
Com pele de porcelana, olhos dourados, voz hipnotizante e dons sobrenaturais, Edward revela-se tão irresistível como impenetrável. Até ao momento, Edward conseguira esconder a sua identidade verdadeira, mas Bella está determinada em desvendar o seu segredo obscuro.
O que Bella não compreende é que, quanto mais se aproxima dele, mais perigo cria para si e para os que a rodeiam. E pode ser demasiado tarde para voltar atrás...


Podem ler aqui no blog da Risonha.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Inquietude é um livro de William Boyd, que nos conta a história de Eva Delectorskaia, uma espia russa ao serviço dos aliados, na segunda guerra mundial.
A história começa nos nossos dias e é contada em retrospectiva, a partir das memórias que Eva escreveu e que dá a sua filha Ruth, no momento em que começa a sentir-se ameaçada. Ruth começa a ler a história da sua mãe e nem acredita que seja verdade o que vai desvendando. Chega a pensar que ela está senil e delirante e chega a comentar isso com uma das suas amigas.
Eva foi recrutada muito jovem, por Lucas Romer, logo a seguir à morte do seu irmão. Sob a sua orientação aprende todos os truques essenciais às missões que lhe estão reservadas. No fim da sua aprendizagem parte para Inglaterra onde começa a sua vida de espia.
Os capítulos vão-se alternando entre o passado de Eva e da vida de Ruth. À medida que esta vai lendo a vida de sua mãe, chega à conclusão que viveu ao lado de uma desconhecida.
O livro é bastante interessante e verosímil, damos por nós a querermos saber mais sobre a vida de Eva, sobre as suas aventuras e os seus amores, pois acaba por se envolver com Romer. Partem para os Estados Unidos e trabalham em diversas missões mantendo sempre secreta a sua relação. A dada altura há uma missão que corre mal, Eva foge e descobre que os companheiros com quem trabalha estão a ser mortos um a um. Adivinhando o que se está a passar e quem é o autor das mortes, apaga o seu rasto e escapa para o Canadá onde sucessivamente muda de identidade, trabalha até conseguir embarcar para Inglaterra. Aí, com nova identidade, recomeça a sua vida, conhece o seu futuro marido e pai de Ruth num bar, casa-se e começa o que parece ser uma vida normal, não fosse aquela frieza de espia, aquele sentido de alerta constante.
Não percebi muito bem a alternância entre a vida de Ruth e de Eva. Estamos sempre à espera que aconteça alguma coisa na vida de Ruth. Ela que tem um filho de um alemão casado, seu ex-professor, que tem, temporariamente, a viver lá em casa, um cunhado freak ao qual se junta uma traficante de droga foragida e procurada pela polícia, de quem Ruth desconfia serem terroristas urbanos responsáveis por atentados na Alemanha...Além disso, Ruth dá aulas de inglês a estudantes estrangeiros em sua casa, em Oxford e, entre outros, tem um engenheiro iraniano que está intetessado nela, com quem ela sai e vai a manifestações árabes de protesto...É contactada por um detective que a alicia a dar informações sobre actividades suspeitas dos seus alunos... E, não passa disto mesmo!
A única justificação para a sua presença no romance é o pretexto para irmos descobrindo a vida de Eva Delectorskaya e, no final, ajudá-la a pôr em prática a sua vingança, ou, simplemente, a ser testemunha dessa vingança.
Um livro que se lê muito bem, uma história bem contada de uma época que sempre nos fascina, mas, a meu ver, com críticas muito empolgadas ou empoladas por parte dos jornais ingleses Times, Sunday Telegraph e Independent.

Podem ler aqui no blog da Noémia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bons sonhos, meu amor

O tempo está de loucos... ou melhor, não está... o tempo está propício à estação outonal, eu é que me custa ver o Verão ir embora, pois adoro a praia e as noites amenas.
Neste momento por aqui está a chover - nada de grande chuvada, mas aquela chuva certinha, que já dá para molhar (e eu que deixei a roupa estendida... grrrr).
Curiosamente ontem esteve um belo dia de calor: fiz praia de manhã e de tarde, a temperatura da água do mar estava magnífica e fiquei na praia mesmo até ao final da tarde.
Tanta praia só podia dar numa coisa: mais um livro lido... LOL!
Este é um daqueles livros que me faz chorar facilmente. Confesso que no princípio não lhe estava a achar muita piada, mas passados os 3 ou 4 primeiros capítulos é irresistível. Mais uma vez a autora não me desiludiu...
Aqui fica mais um contributo para a Academia dos Livros.


Só os corajosos se atrevem a amar.
Nova Kumalisi faria qualquer coisa pelo seu melhor amigo. Ela deve-lhe a vida.
Mas o verdadeiro teste à amizade de ambos surge quando ele lhe pede que dê à luz o filho dele.
Apesar de saber que corre o risco de destruir a amizade, Nova aceita.
Oito anos mais tarde, Nova está a criar o filho de Mal sózinha, porque Steph, a mulher dele, mudou de ideias, escassos meses antes de a criança nascer, arruinando a relação entre os dois amigos.
Agora, Leo, o filho de ambos, está gravemente doente.
E Nova quer que Mal o conheça antes que seja tarde demais.
Na tragédia descobrirão, finalmente, o quanto significam um para o outro.


Podem ler aqui no blog da Risonha.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Bimby na Cozinha Regional Portuguesa

Este é um livro que eu “quase” li… e uma nova contribuição para a Academia dos Livros.

“A Bimby na Cozinha Regional Portuguesa”, edição da Worwerk.
Fiz o download da publicação em PDF (147 páginas - cerca de 33Mb) que começa com uma introdução da directora comercial da Worwerk Portugal, um índice que apresenta 55 receitas e textos do Chef Albano Lorenço e do Rui Falcão. Depois das receitas (e cada receita tem uma proposta de vinho para acompanhar) tem uma ficha técnica que refere que a 1ª edição é de Outubro de 2008 e ainda que é interdita a reprodução de textos e imagens por quaisquer meios. Esta parte não percebi, ou melhor, acho que percebi, porque a edição em papel custava € 30,00 (o que dá cerca de € 0,55 por receita, quase o preço de um café – a mim saiu por menos de um euro, ligação à net, electricidade e uma água incluídas) e ainda tiveram que pagar às pessoas.

Com efeito, quase nada me move contra a “bimby”, tirando (e não é pouco) o facto de reduzir o acto apaixonado de cozinhar a um mero conjunto de “operações” que passam por “ler receitas”, pesar ingredientes, regular o termostato, programar o programa (é mesmo para ser um pleonasmo), rezar para que a máquina (com duplo sentido) não se engane e desfaça a comida, lavar a máquina, lavar a máquina, não lavar a máquina, acabar a comida no forno…

Na verdade, a bimby pode ser um auxiliar interessante na cozinha, mas não é a cozinheira.

Quando li o texto de introdução da Isabel Padinha, retive isto:

“Verificará, com prazer, que pela simplicidade de processos que as novas tecnologias nos oferecem, é fácil recuperar a tradição e trazê-la para a mesa do nosso dia a dia. Sentirá, ao passear por este livro, que a bimby vale a pena e que quem a conhece embarca numa viagem sem retorno.”

Não percebi se o discurso se destina a vender a maquineta, porque se presume que o livro se destina a quem já comprou, mas enfim…

Os textos seguintes, do Albano Lourenço e do Rui Falcão dizem pouco mais que isto:

“Ok, levem lá o texto, ponham os nossos nomes para credibilizar isto e passem o cheque..."

Quanto às receitas, não se pode dizer que tenha havido um trabalho cuidado por parte de quem fez o livro; não se percebe bem porque se escolhe a receita A em detrimento da B. Ainda assim, em relação a algumas receitas, tive o cuidado de as comparar com os “originais” e algumas até convencem.

O que não convence é apresentar o Bacalhau à Zé do Pipo como sendo da Beira Alta, mesmo que se refira em nota que faz parte do Receituário do Porto… Vou ali ao GoogleMaps e já volto, mas antes deixo a receita transcrita, embora seja proibido.






Não será a melhor coisa para cozinhar, mas faz umas t - shirt' s fantásticas...



Podem ler aqui no blog do Cupido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não sei nada sobre o amor




Eu não vos disse que, agora que já tenho mais tempo, era devorar livros uns atrás dos outros?
Eu avisei... e cá está mais um que foi acabado de ler no passado Domingo e que quero partilhar convosco e dar de novo o meu contributo para a Academia dos Livros.
Confesso que quando ouvi que a Júlia Pinheiro ia lançar este livro pensei "Mas agora toda a minha gente escreve livros?"
Não estava a ver a Julinha a divagar sobre o amor... mas afinal enganei-me: este livro revelou-se uma agradável surpresa, com uma forma de escrita muito ligeira e de fácil entendimento.


Quando desceu ao riacho, mantilha na cabeça e coração aos pulos, Maria da Glória não sonhava que aquele encontro fortuito com o macho da aldeia iria marcar para sempre a sua vida. Esperava sair dali com namoro anunciado e quem sabe até com casamento marcado. Saiu à pressa, com a roupa ensaguentada, as entranhas viradas e a semente de Maria da Purificação na barriga. Estava lançado o destino das mulheres desta família na qual as palavras prazer, carinho, paixão e amor permanecerão para sempre um mistério.

Júlia Pinheiro estreia-se na escrita com uma história surpreendente e apaixonante sobre quatro mulheres que nada sabem sobre o amor. Ao longo destas páginas não suspiramos de amor, não nos empolgamos com casos de paixão arrebatadora, nem choramos com casamentos felizes. Somos levados através de uma saga familiar que se inicia nos anos 30 onde os sentimentos eram um infortúnio e o prazer uma pouca-vergonha. Não Sei Nada Sobre o Amor traça o retrato de uma sociedade e de um país ao longo de quase 70 anos de História, através do olhar de Maria da Glória, a avó, Maria da Purificação, a filha divorciada, Ana Clara, a neta mãe solteira, e Benedita, a bisneta, que, apesar de todas as expectativas, não se casa com nenhum príncipe encantado.


Podem ler aqui no blog da Risonha.