
A capa do livro, ilustrada por uma fita vermelha partida, representa a escolha que Bella é obrigada a fazer entre Edward e Jacob e também a ideia de que pode acabar a sua vida como humana.
Ao redor de uma mesa imaginária desfiam-se palavras, paixões, prosas, poesias... Ler é um prazer que cumprimos e partilhamos. Aqui os livros abrem-se a todos que querem ler.






Quadro de José Wasth Rodrigues que retrata a Revolução Farroupilha
Em vez de colocar um excerto do livro, resolvi colocar um excerto do Prefácio de Maria Lúcia Lepecki, com o qual me identifiquei. Para quem não sabe Mª Lúcia Lepecki é uma professora universitária brasileira, de Minas Gerais, que vive e trabalha em Portugal há muitos anos, tendo inclusivamente sido professora da minha irmã na faculdade.
"Uma pessoa duvida da própria sensatez. Como prefaciar trilogia cujas 2348 páginas cobrem 200 anos (1745-1945), da história de uma família, os Terra Cambará, enquadrada em extensíssima galeria de personagens, todas elas pulsantes de vida? Uma pessoa duvida mais, se se lembrar de que nos três volumes de O Tempo e o Vento viu também um quadro da História do Rio Grande do Sul e, ricochete previsível, da História do Brasil durante dois séculos. Por cima disso, uma pessoa sabe perfeitamente que O Tempo e o Vento encontra escrita de extraordinária beleza, sem ponta de paralelo na restante obra de Verissimo e com muitíssimo poucas parecenças nas literaturas portuguesa e brasileira. Essa escrita, cujos meandros levei anos a discernir, garante um fôlego narrativo que tem, ao arrepio do que mandaria a lógica, três puras naturezas: a épica, a romanesca e a mítica. Caso para dizer: não há quem resista. Por isso acredito piamente que, tal como eu, o leitor amará apaixonadamente este livro e, por causa dele, carregará no coração o Rio Grande do Sul. Mesmo que, também tal como eu, nunca lá tenha posto os pés…"
Leiam e apaixonem-se.
Podem ler aqui no blog da Isabel.
Caim, o último livro de José Saramago que tanta poeira tem levantado. Depois da patetice de um senhor ligado à cultura aquando do evangelho segundo Jesus Cristo e que se recusou a enviar a obra nem me lembro para onde, porque ofendia a fé dos católicos, temos agora outro, que de Bruxelas, vem dizer que o Saramago devia renunciar à nacionalidade Portuguesa. Presumo que nem um nem outro tenham lido os livros que os levaram a ter os seus minutos de fama. De qualquer modo isto nem é importante, como não foram importantes as afirmações de José Saramago sobre a bondade ou confiabilidade de Deus nem mesmo as dos representantes da Igreja sobre a honestidade intelectual de Saramago. A Obra é superior a essas “tricas”.

A intriga de Larsson é fascinante e as aventuras sucedem-se interruptamente, com rapidez, interligando pessoas e acontecimentos que, espantosamente, conseguimos acompanhar dada a lucidez e clareza da escrita. Na verdade cada capítulo está datado fazendo-nos acompanhar os acontecimentos cronologicamente e mesmo em cada capítulo há separação de assuntos e factos, dando-nos uma perspectiva do que está a acontecer simultaneamente em diversas frentes.
Neste 3º volume há homicídios e a procura desenfreada do seu presumível autor, Lisbeth . Cruxificada pelos midia que não sabem nada dela a não ser o que a polícia deixa escapar, propositadamente, sobre a sua vida e que a descrevem como uma lésbica satânica, ela é a única que descobre o que verdadeiramente se passou e tenta resolver a situação. Lisbeth acaba entre a vida e a morte depois de ter levado 3 tiros e ter sido enterrada viva ( não digo por quem). Quando pensamos que tudo está terminado para ela, num milagre de resistência, consegue libertar-se e, ajudada pelo amigo que sempre a compreendeu e nunca a abandonou, Mikael Blomkvist, é levada para um hospital e salva. Não vou contar mais nada para não estragar as emoções. Mas a partir daqui é a recuperação de Lisbeth, a tentativa dos seus verdadeiros amigos provarem a sua inocência ao mesmo tempo que tentam pôr a claro, com provas irrefutáveis, toda a trama que acompanhou a vida de Lisbeth, o envolvimento de uma secção especial da Säpo, tornando-a no erro mais montruoso da justiça e da polícia sueca.
Não percam, leiam mesmo esta trilogia e vão ver que não se arrependem. Não é só um devaneio meu, há uma verdadeira febre Millennium por todo o mundo, uma verdadeira legião de fãs viciados nesta saga tão bem escrita.
Podem ler aqui no blog da Noémia.
Mas, no livro, estas delícias são temperadas com o azedume de uma relação gelada entre mãe e filhos. Framboise fala assim de sua mãe:
“Nunca vi a minha mãe chorar. Raramente sorria, e apenas na cozinha com a sua paleta de sabores na ponta dos dedos, falando para si própria – pensava eu – sempre no mesmo murmúrio monocórdico, dizendo os nomes das ervas e das especiarias – “canela, tomilho, hortelã-pimenta, coentros, manjericão, açafrão” – e fazendo comentários monótonos. “Vê o lume. Tem que estar na temperatura certa. Se estiver muito baixo a panqueca fica ensopada. Se estiver muito alto, a manteiga queima-se e a panqueca torra.” Compreendi mais tarde que ela estava a tentar educar-me. Eu escutava porque via nos nossos seminários da cozinha a única forma de ter um pouco da sua aprovação, e porque qualquer boa guerra precisa da sua ocasional amnistia. Receitas campestres da sua Bretanha eram as suas favoritas; as panquecas de milho sarraceno que comíamos com tudo, far breton, kouign amann e galette bretonne que vendíamos em Angers, juntamente com o nosso queijo de cabra, salsichas e fruta.”
Como só tenho o livro original, fiz uma tradução livre deste pedacinho, para vos dar uma pequena ideia desta obra. Espero que ela vos aguce o apetite para ler o livro e para cozinhar um crêpe framboise...
Podem ler aqui no blog da Isabel.

Uma das peripécias da minha viagem ao brasil, foi ter entrado num avião avariado e em consequência ter perdido a ligação em Madrid, o que teria sido um suplicio de 30 e muitas horas em transito e uma aventura desgastante para inicio de viagem, se não tivesse encontrado um grupinho no aeroporto de sofredores da mesma causa, mas mesmo assim animados para a longa viagem que nos esperava.
Deste grupinho resultaram alguns amigos de viagem e uma destas amigas, uma menina muito especial, logo que soube do meu menino fez questão de lhe enviar um presentinho. O presente foi este livrinho muito engraçado que o menino adorou, dos vários que já tem na estante do quartinho nenhum lhe despertou um interresse especial, para além de ouvir a histórinha ao deitar.
Este livrinho sai um bocadinho do ambito da academia, mas penso que a literatura infantil tem também muito interesse e este principalmente pela originalidade do livro, da história e da ilustração, uma belissima sugestão para fugir histórias mais tradicionais.
A história é muito divertida e para abrir o apetite....
"Uma bota que desapareceu
misteriosamente deixa
dois amigos á conversa.
Uma conversa labirintica
que nos deixa quase tontos!
Mas as conversas entre
amigos são mesmo assim....
Cheias de curvas, contracurvas
e referencias estranhas
(que mais ninguem entende!),
as conversas entre amigos
guardam sempre segredos
e muita cumplicidade."
" Olha, olha...
Aquela ali não é a Inês?
A Inês...qual Inês?
A Inês pequenina, do risco ao meio.
A Inês que perdeu a bota no recreio!
A Inês distraida, irmã do Zé.
Do Zé...qual Zé?
O Zé grandalhao,
que comeu a lagartixa
apensar que era salsicha.
E que foi procurar a bota
ao telhado com o Tó......"
Quem quiser saber mais é só procurar nos livrinhos do Planeta-tangerina do qual a minha amiga Yara faz parte.
A autora do livrinho é Isabel Minhós Martins e as ilustrações são de Bernardo Carvalho.