sábado, 13 de junho de 2009
A solidão dos números primos
sábado, 30 de maio de 2009
O Canto e as Armas

RAIZ
Canto a raiz do espaço na raiz
do tempo. E os passos por andar nos passos
caminhados. Começa o canto onde começo
caminho onde caminhas passo a passo.
E braço a braço meço o espaço dos teus braços:
Oitenta e nove mil quilómetros quadrados.
E um país por achar neste país.
PEREGRINAÇÃO
Depois o bosque se fez barco. E ramo a ramo
Foi leme e quilha.
Era um povo a perder-se por seu amo
Que perdia o seu povo de ilha em ilha.
Eras tu que morrias na morte das lavras
Eras tu que ficavas cada vez mais nu.
E a cada terra onde chegavas eras tu
Que morrias na terra que deixavas.
Porque nenhum Brasil foi teu. Nenhuma
Ilha a tua. Em cada barco terra a terra
Perdeste a pátria por achar. E guerra a guerra
Por tuas armas te perdeste. E o mais foi espuma.
E o teu sangue corria por dentro das lavras.
Construías muralhas e ficavas
Pedra a pedra cercado. E desarmado
Eras tu que morrias nas batalhas
Enredado nas armas que tecias:
Malhas onde sem glória te perdias.
E as fogueiras ardiam. Inventavas fantasmas.
E era o teu corpo o corpo que queimavas.
Eras tu que cantavas dentro das palavras
Tecendo desarmado o canto e as armas.
E ALEGRE SE FEZ TRISTE
Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem do teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto.
Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome. E demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silencio dissemos separados.
A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde um automóvel se afastava.
E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada.
Podem ler aqui no blog do Cupido.
terça-feira, 26 de maio de 2009
1808
Deste livro 1808, nunca tinha ouvido falar e se tivesse provavelmente fora do contexto nunca o teria comprado, porque história foi uma matéria que nunca gostei muito.
No contexto da nossa viagem achei interessante e muito adequado, gostei de o lêr nos locais onde parte da história se passou, fez-me apreciar de maneira diferente o livro e mesmo alguns passeios, Petrópolis e o passeio de barco pela Baía de Guanabara, sabendo que foi aí que a corte do D. João VI desembarcou.
Nunca algo semelhante tinha acontecido na História de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colónias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita - muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal. D. João VI foi o único soberano europeu a visitar terras americanas em mais de quatro séculos e foi quem transformou uma colónia num país independente. No entanto, o seu reinado no Brasil padece de um relativo esquecimento que, quando lembrado, é tratado de forma caricata. Mas o Brasil de D. João VI não se resume a episódios engraçados. A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleónicas, revoluções republicanas e escravidão formaram o cenário no qual se deu a mudança da corte portuguesa e a sua instalação no Brasil. O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver os seus protagonistas à dimensão mais correcta possível dos papéis que desempenharam há duzentos anos. Como se verá, estes personagens podem ser, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, incluindo alguns actuais.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Polícia à Portuguesa



terça-feira, 19 de maio de 2009
A menina que roubava livros

Na minha opinião é um livro bastante interessante... bom para quem gosta de uma boa leitura...
Emocionante desde o princípio ao fim, na minha humilde opinião.
É dos tais livros amado por muitos e odiado por tantos!
“Pode alguém roubar a felicidade? Ou será que ela é apenas mais um infernal truque interno dos humanos?”
“Toda a minha vida tive medo de homens velando sobre mim.
Suponho que o primeiro homem a velar sobre mim foi o meu pai
Mas ele sumiu antes que eu pudesse recordá-lo”.
“Muitos anos depois precisei me esconder .
Procurei não dormir porque tinha medo de quem estaria lá quando acordasse.
Mas tive sorte. Era sempre meu amigo.”
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adoptivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.
domingo, 17 de maio de 2009
Os 36 homens justos

É daqueles livros que me recomendaram vivamente.
CUMPRE-SE FINALMENTE A PROFECIA DA CABALA. O FIM DO MUNDO ESTÁ A CHEGAR…
No centro da história está Will, um jovem jornalista em ascensão que no meio da sua tentativa de se impor no mundo difícil do jornalismo nova-iorquino se depara com uma tragédia pessoal: a sua mulher é raptada. A isto juntam-se os misteriosos assassinatos de homens à volta do mundo que praticaram actos de bondade fora do comum.
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A Baía dos Anjos

"Tal como Virginia Woolf, o seu objectivo não é a definição global das personagens, mas sim a revelação mais funda da psicologia individual." (The Times)
"Uma das raras romancistas britânicas desta geração com um talento verdadeiramente genial"
(Evening Standard)
"A Baía dos Anjos revela uma Anita Brookner em toda a sua sabedoria, eloquência e poder."
(The Spectator)
Anita Brookner nasceu em Londres e licenciou-se em História da Arte, tendo-se especializado na pintura dos séculos XVIII e XIX.
Foi a primeira mulher distinguida com o cargo de slade professor na Universidade de Cambridge. Crítica de arte conceituada, é autora de vários trabalhos publicados sobre o tema.
A partir dos anos 80 enveredou pela literatura tendo rapidamente sido considerada uma das maiores escritoras contemporâneas do Reino Unido. O seu romance "Hotel du Lac" foi galardoado, em 1984, com um dos mais prestigiantes prémios literários, o Booker Prize. Comparada frequentemente a Jane Austen ou Virginia Woolf, as personagens dos seus romances são quase exclusivamente femininas: são, em geral, mulheres que, após terem recebido uma educação tradicional, se vêem confrontadas com um mundo em perfeita mudança que lhes atribui um papel para o qual, nem sempre estão psicologicamente preparadas para assumir.
"A Baía dos Anjos" é a sua vigésima obra. Da sua bibliografia merece referência "Hotel du Lac", "Providence", "Fraude e Visitas", este último editado em Portugal pela Notícias.
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Memórias de Adriano

A obra de Marguerite Yourcenar é extensa, nem sempre é muito bem compreendida e por vezes, tem de ser “bem digerida e mastigada”, mas é fácil e ao mesmo tempo é generosa, fala de tudo o que há mais de mil anos fazia sentido, e daqui muitos anos acho que vai continuar a fazer todo o sentido.
É um livro que parece ser "difícil": a escrita faz-se na primeira pessoa, com o Imperador Adriano, ele próprio, vagueando pelas suas memórias. Mas logo que se faça a adaptação ao estilo da autora, sem pré-aviso, começa-se a ficar envolvido na teia e, subitamente, quase magicamente, já estamos a sentir e a viver os tempos de Adriano. As suas viagens à volta do Império, os seus sentimentos para com os seus amigos e inimigos, as intrigas palacianas na sua corte, os seus pensamentos políticos e filosóficos sobre Roma e os Romanos, sobre os povos da Ásia Menor e do Egipto, sobre os bárbaros do Norte, as suas campanhas militares, tudo parece estar a acontecer e fazer parte da própria vida do leitor. É considerada uma peça de escrita fabulosa e única!
É nem mais nem menos que o drama da paixão de Adriano pelo jovem Antinoo está lá toda, maravilhosa, apaixonada, dolorosa, pungente, emocionante...
"Como toda gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou de nos convencer que os têm; os livros, com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas.
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
sábado, 2 de maio de 2009
Um brilho no escuro

Um livro de contos que retratam a vida de pessoas como nós, separadas por diferentes tempos, culturas e locais (como França, Singapura e Nova Iorque).
Kim Edwards licenciou-se na University of Iowa. Viveu na Ásia e deu aulas na Malásia, Tóquio, Phnom Penh e Cambodja. Foi-lhe atribuído o Nelson Algren Award e o Whiting Writer’s Award. Os seus contos ganharam diversos prémios, de entre eles o National Magazine Award for Excellence in Fiction. É actualmente professora na Washington University e na University of Kentucky.
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
A cidade dos deuses selvagens

sexta-feira, 24 de abril de 2009
A Herança Bolena
A Publishers Weekly respondeu a esta questão assim:
“Rica em intriga e ironia, esta é uma história em que o leitor já sabe quem se divorciou, quem foi decapitado e quem sobreviveu, mas apreciará a inteligente adaptação de Gregory do como e porquê.”
E é mesmo verdade, apesar de já conhecer o destino de todas a esposas do Rei Henrique VIII de Inglaterra, não resisto à leitura de mais um livro da Philippa Gregory.
É certo e sabido que quando se estuda a história de um país, normalmente, faz-se uma resenha dos acontecimentos sociais, políticos e religiosos. Não dá para ser mais aprofundado, porque os acontecimentos são muitos e a distância temporal é cada vez mais longa, pelo que alguns pormenores menos importantes perdem-se pelo caminho, e é precisamente aqui que esta escritora ganha pontos. Ela foca um determinado período da história, normalmente curto, e dá alma e coração às personagens.
Por exemplo, sabemos que algumas pessoas foram condenadas à morte, mas o que pensaram antes de deitar a cabeça no cepo?
E a consciência de quem testemunhou e/ou conspirou contra elas, como ficou?
É precisamente nas respostas a estas perguntas que reside o encanto de ler os livros de Philippa Gregory. Ela humaniza as personagens recorrendo a uma investigação histórica bastante minuciosa.

“A Herança Bolena” é o seu penúltimo best-seller editado em Portugal pela Civilização Editora. Este romance conta a história de três das mulheres que passaram pelo leito de Henrique Tudor (Rei Henrique VIII de Inglaterra), e de Jane Bolena, uma serva que é chamada de volta à corte para gerir os aposentos da nova Rainha. Henrique VIII ficou conhecido na história como o Rei que casou seis vezes, porque se tornou uma pessoa obcecada pelo desejo de ter um filho varão. Era um homem caprichoso e muito ambicioso. Vivia na ânsia de gerar um herdeiro que o sucedesse no trono, mas para conseguir anular o seu primeiro casamento, precisava de obter o controlo total do seu País. Perseguiu os papistas para se tornar na “vontade de Deus na terra”. Assumiu o título de Chefe da Igreja, para se poder casar e descasar sem pedir o consentimento do Papa. Quando se tornou Chefe Supremo da Igreja, submeteu tudo e todos aos seus caprichos. Até os seus apoiantes viviam amedrontados e na incerteza. A sua desconfiança era constante e a crueldade do Rei parecia não ter limites. Durante o seu reinado muita gente foi injustamente condenada à morte, tal não era a loucura do Rei.
Com o poder total nas mãos, Henrique VIII (1491-1547) não olha a meios para conseguir o tão desejado filho varão. Além das muitas amantes que a história lhe atribui, casou com Catarina de Aragão, Ana de Bolena, Jane Seymor, Ana de Cléves, Catarina Howard e Catarina Parr.
Neste romance, a escritora concentra-se em Ana de Bolena, Ana de Cléves e Catarina Howard. Pelo meio e servindo como elo de ligação entre as esposas do Rei, o importantíssimo testemunho de uma mulher amargurada, Jane Bolena, que serviu muitos anos nos agitados aposentos da Rainha (a julgar pelo número de casamentos do Rei e não só). Esta serva movimenta-se na corte com sabedoria e experiência, privou com quase todas as Rainhas e chegou a ser cunhada do Rei. Esta é a mulher que conhece o preço d’A Herança Bolena.
Um romance histórico com tudo aquilo a que tem direito: conspiração, intriga e paixão!
Podem ler aqui no blog da Moonlight.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cão como nós

Podem ler aqui no blog da Gio.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Um problema muito enorme
Estive num encontro com o escritor Álvaro Magalhães, ouvi-o falar dos seus livros, do que o motivou para a escrita, da sua rotina de vida como escritor, do que ele pensa da literatura infantil, que é o que ele escreve, e gostei! De uma forma divertida, desassombrada, falou da generalidade da sua obra e gostei de o ouvir dizer, se não foi por estas palavras, foi esta a ideia que me ficou; que escrever para jovens é também escrever para adultos porque um livro infantil não é uma qualquer história simplória ou meia parva, contada de uma forma meia "lerda". ( estas palavras são minhas)

Não vos vou dizer qual é o problema muito enorme, para manter o suspense, mas não deixem de ler o livro e, se quiserem, comecem pelo «Conto da mata dos medos» (que nome tão giro!), porque é de rir ou «Criatura Medonha»! Lindos, lindos, lindos!
Podem ler aqui no blog da Noémia.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Império à deriva

Não vou contar a história (leiam!), só digo que o assunto são os 13 anos de vida da corte portuguesa no Brasil.Quando Portugal estava a ser invadido pelos soldados de Napoleão, o rei D. João VI, a mulher, Carlota Joaquina, a filharada toda e mais uns milhares de fidalgos, fizeram a viagem turística por que hoje todos os portugueses anseiam (eu incluída!): foram para o Rio de Janeiro.
Quer dizer, lá para o meio da estada D. João VI já queria lá ficar, estava a gostar daquilo. Lá não havia as chatices que massacravam a Europa.
Sobre o autor, Patrick Wilcken:
Agora o incrível:
Este livro é da Editora Civilização, e não posso passar sem deixar um grande reparo: inacreditavelmente, o livro está cheio de erros ortográficos e de gralhas.
Podem ler aqui no blog da Saltapocinhas.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Viagem sem regresso

Um livro trepidante, mas sobretudo introspectivo.
Cada vez que releio este livro faz-me lembrar a viagem que fiz á Índia, os cheiros, sabores, etc...
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O mundo de Sofia

Agora foi a vez do Português.
É um livro que me acompanha há muito e devo confessar que foi a principal razão pela qual fui viver para Atenas.
É daquele tipo de livros que nos acompanha pela vida fora.
Todos deveriam ler este livro.
Cá fica uma passagem:
"A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornar bons filósofos ... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente."
terça-feira, 7 de abril de 2009
A casa do silêncio

Orhan Pamuk, A Casa do Silêncio, 2008
Orhan Pamuk, nasceu na Turquia, em 1952. Começou por se interessar pelas artes plásticas, começou por estudar Arquitectura, mas acabou por se licenciar em jornalismo pela Universidade de Istambul, profissão que nunca exerceu. Grande estudioso e leitor insaciável, escreve desde os 23 anos, uma actividade que o tornou conhecido em mais de 50 países e lhe valeu inúmeros prémios e distinções. Em 2006 foi agraciado com o Nobel da Literatura. A sua obra é seguida com o maior interesse tanto no mundo ocidental como na própria Turquia, onde os seus livros são sempre bestsellers, apesar das suas posições críticas em relação à política do seu país.
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
domingo, 5 de abril de 2009
Rio das Flores
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Tuesdays with Morrie

Este é um daqueles livros que me acompanha já há muitooooo ...tempo, leio, releio e recomendo :)
Podem ler aqui no blog da Miss Slim.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
E.E.Cummings - A selection of poems
E.E.Cummings ou seja, Edward Estlin Cummings, escreve um poema de Amorrrrrr Simplesmenteeeee Maravilhoso, que eu pessoalmente Adoro.
Tenho andado a reler, adoro Poesia e este autor em especial, cá fica então:
i carry your heart with me
i carry your heart with me (i carry it in
i fear
here is the deepest secret nobody knows
i carry your heart (i carry it in my heart)
( E.E.Cummings ou Edward Estlin Cummings)
Minha modesta tradução livre:
carrego o teu coração comigo
carrego o teu coração comigo (carrego-o no
aqui está o segredo mais profundo que ninguém sabe
