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sábado, 3 de janeiro de 2009

A vida num sopro


Acabei de ler “A vida num sopro” de José Rodrigues dos Santos e posso dizer que fiz uma bela viagem no tempo. Recuei ao ano de 1929 para conhecer Luís, um jovem transmontano que estuda no liceu de Bragança e que se apaixona por Amélia, uma menina de olhos cor de mel.

Este livro tem como base a história de amor entre Luís e Amélia, dois jovens estudantes cujo amor vai crescendo e enfrentando muitas dificuldades. De inicio a mãe de Amélia opõe-se ao relacionamento da filha, depois a vida vai pregando algumas partidas: separações, reencontros, surpresas, um crime, as teias de PVDE, a Guerra Civil Espanhola, enfim, vicissitudes próprias dos tempos conturbados que se viviam na altura.

Eu sei que quando se aconselha a leitura de um livro não se deve dizer muito, mas gostei tanto de ler este livro que não resisto a contar mais um pouquinho. Não vou contar a história, porque isso José Rodrigues dos Santos faz com mestria no livro, vou só relembrar os mais “distraídos” que os anos 30 foram muito agitados, em termos político/sociais. António de Oliveira Salazar tentava organizar Portugal, impondo a ordem e o respeito, para isso contava com a ajuda da pevide… cof … cof, quer dizer, PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado) cuja missão era silenciar a vozes opositoras do governo cof… cof… cof, desculpem, cujo objectivo era fazer cumprir a lei da moral e dos bons costumes.
Mas convém salientar que este livro é, acima de tudo, um retrato social de Portugal entre 1929 e 1939. São espectáculos no Parque Mayer e filmes no São Luíz Cine, são vidas que se cruzam, emoções que se vivem.Um romance para ler com prazer!

Sobre o autor:
José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique, actualmente é professor na Universidade Nova de Lisboa, também é jornalista e apresentador do Telejornal na RTP. Já trabalhou na Rádio Macau, na BBC e foi colaborador permanente na CNN. É um dos jornalistas portugueses mais premiados e já publicou seis romances.



Pode ler aqui no blog da Moonlight.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ratos e Homens

Foi com boa disposição que descobri num hipermercado grandes clássicos de literatura a preços super convidativos.

Claro que não pensei duas vezes e trouxe para casa algumas obras que só conhecia de nome e à muito tencionava ler. Provavelmente não as comprei há mais tempo porque a oportunidade nunca se havia apresentado de forma tão acessível.


"Ratos e Homens" de John Steinbeck, é uma leitura que se faz rapidamente pois trata-se de uma história interessante contada em 114 páginas.

É uma narrativa de vidas solitárias povoadas por amizade e ambição.

George e Lennie percorrem o solo americano à procura de trabalho, mas em plena época de recessão americana (anos 30 do século XX) tudo o que conseguem encontrar é trabalho sazonal e mal pago. Vivem em condições de pobreza alimentando o sonho de comprar uma quinta onde possam viver os dois em paz, sem patrões e “criando coelhos de sobra para comer e vender”. É com esta ambição que trabalham e guardam o dinheiro.

George é um indivíduo magro, baixo, de cara morena, olhos vivos e bastante esperto, enquanto que Lennie é precisamente o oposto: tem a inteligência e a ingenuidade de uma criança e é tão corpulento que facilmente atrai atenções, além disso tem uma força superior à que seria de esperar num ser humano. Entre eles existe uma amizade de irmãos, George nutre um sentimento de protecção em relação a Lennie, pois comporta-se como o irmão mais velho que lidera e que toma as decisões mais importantes. Quando alguma situação exige força muscular, Lennie apresenta-se sempre orgulhosamente a seu lado. É uma relação equilibrada, pois a ignorância e a corpulência de um é compensada com a esperteza e a magreza do outro.

Ao longo da obra também vamos conhecendo outras personagens interessantes, cujos sonhos têm vindo a ser continuamente adiados por vicissitudes da vida, mas entre aventuras e desventuras o “sonho americano” vai persistindo. A realidade é que se mostra sempre inesperada e o relacionamento humano muito frágil.

Esta obra já foi adaptada ao teatro e ao cinema várias vezes, mas se calhar vale mais ler o livro! ;)

Podem ler aqui no blog da Moonlight.

sábado, 6 de setembro de 2008

O Principezinho


Começo esta série de sugestões literárias com um livro de ouro. Ele é a base da minha vida, pois marcou-me a adolescência e moldou-me a vida. Estou a falar de um livro de Antoine de Saint-Exupéry: "O Principezinho". Foi publicado pela primeira vez e 1943 e é das obras mais admiradas do nosso tempo.


Esta obra é a mistura de um conto infantil com uma parábola para adultos que nos transporta para um ambiente de planetas, asteróides, vulcões, rosas e muitas outras personagens. Um pouco de ficção com um fundo de realidade, ou será o contrário?


O Principezinho é um menino tão ambicioso como qualquer um de nós, tem muita curiosidade e gosta de aprender, mas vive num pequeno asteróide (B612), onde tudo é familiar e previsível. Por isso decide fazer uma viagem para conhecer outras coisas e começa por visitar os planetas/asteróides vizinhos, terminando a sua viagem no 7º planeta: a Terra.No seu percurso vai encontrando personagens tão diversas como, o rei autoritário, o vaidoso, o bêbado, o homem de negócios, o acendedor de candeeiros, o geógrafo... enfim, uma série de figuras tristes que vivem com a mente bloqueada e ainda não perceberam que "o essencial é invisível aos olhos".

No planeta Terra encontra quem lhe explique o que são "criar laços", e ao longo do livro o que não falta são lições de humanidade. Os diálogos exploram conceitos tão simples como a amizade pura, a lealdade e a dedicação.


Parece que disse tudo, mas acreditem que o livro é muito mais e lê-se num instante. Aconselho a leitura em diversas fases da vossa vida, é mesmo uma obra inteligente e intemporal.


Este Principezinho cativou-me!


Podem ler aqui no blog da Moonlight.