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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Físico

Mais um livrinho directo para a academia literária um livro espectacular que já li há algum tempo, mas que não era meu, agora aproveitei os livrinhos a 1 euro das revistas Sábado e Visão para o comprar e ficar com ele, porque eu para além de gostar de lêr gosto também de ter os livros nas prateleiras, mas não me interessa o tipo de encadernação, porque não os quero para ficar bonito, mas porque gosto de livros!!

Este é de um autor Americano Noah Gordon, jornalista de profissão, mas que se dedicou á escrita em 1965 e a fama obteve com este Fisico em 1988.
O fisico faz parte de uma triologia da qual fazem parte também Xaman e A Doutora Cole, que por certo ainda não li, porque estou á espera que saia também a 1 euro ;-).

Para abrir um pouco o apetite para esta Saga, vamos fazer uma viagem com Rob pela idade média, pela religião, crenças, amores e desventuras.

"No Século XI, Rob Cole abandona com apenas onze anos a pobre e donte Londres para vaguear pela inglaterra.
Durante suas deambulações, fazendo malabarismos e vendendo curas para doentes, vai descobrindo a dimensão mística da sanação. E é através dessa peregrinação que descobre seu verdadeiro dom, que o levará a converter-se em médico num mundo violento, cheio de superstições e preconceitos.
Tão forte é o seu sonho que decide empreender uma insólita viagem á Persia, onde estudará na prestigiada escola de Avicena.
Aí dar-se-á uma transformação que modificará para sempre a sua vida e o seu destino...."

Simplesmente imperdível.



Podem ler aqui no blog da Alcina.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um fogo eterno

Já há algum tempo que não participo com nada para a academia literária, porque as leituras agora tem diminuído substancialmente.

Este livro achei que vale a pena, porque é uma história muito bem escrita, que cativa, prende-nos a um mistério desde o inicio e não conseguimos deixar as personagens e os seus romances e dramas até ao fim.

Uma frase que penso está muito de acordo é esta que vem na capa:

“Ler Um Fogo Eterno é como estar sentado numa varanda com um gin tónico na mão a contemplar o pôr-do-sol em África.”
The Times



Um pouco da história para abrir o apetite:

"Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.

Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico".

Podem ler aqui no blog da Alcina.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

És mesmo tu?


Uma das peripécias da minha viagem ao brasil, foi ter entrado num avião avariado e em consequência ter perdido a ligação em Madrid, o que teria sido um suplicio de 30 e muitas horas em transito e uma aventura desgastante para inicio de viagem, se não tivesse encontrado um grupinho no aeroporto de sofredores da mesma causa, mas mesmo assim animados para a longa viagem que nos esperava.

Deste grupinho resultaram alguns amigos de viagem e uma destas amigas, uma menina muito especial, logo que soube do meu menino fez questão de lhe enviar um presentinho. O presente foi este livrinho muito engraçado que o menino adorou, dos vários que já tem na estante do quartinho nenhum lhe despertou um interresse especial, para além de ouvir a histórinha ao deitar.



Este vai buscá-lo de vez em quando e fica a admirar cada página e de cada página ele inventa uma história e comenta todos os pormenores do desenho.

Este livrinho sai um bocadinho do ambito da academia, mas penso que a literatura infantil tem também muito interesse e este principalmente pela originalidade do livro, da história e da ilustração, uma belissima sugestão para fugir histórias mais tradicionais.

A história é muito divertida e para abrir o apetite....



"Uma bota que desapareceu

misteriosamente deixa

dois amigos á conversa.

Uma conversa labirintica

que nos deixa quase tontos!

Mas as conversas entre

amigos são mesmo assim....

Cheias de curvas, contracurvas

e referencias estranhas

(que mais ninguem entende!),

as conversas entre amigos

guardam sempre segredos

e muita cumplicidade."



" Olha, olha...

Aquela ali não é a Inês?

A Inês...qual Inês?

A Inês pequenina, do risco ao meio.

A Inês que perdeu a bota no recreio!

A Inês distraida, irmã do Zé.

Do Zé...qual Zé?


O Zé grandalhao,

que comeu a lagartixa

apensar que era salsicha.

E que foi procurar a bota

ao telhado com o Tó......"



Quem quiser saber mais é só procurar nos livrinhos do Planeta-tangerina do qual a minha amiga Yara faz parte.

A autora do livrinho é Isabel Minhós Martins e as ilustrações são de Bernardo Carvalho.

Podem ler aqui no blog da Alcina.

terça-feira, 26 de maio de 2009

1808

Quando viajo gosto sempre de levar uns livrinhos para lêr, para esta viagem tinha levado um de Jorge Amado, que acabei por não lêr, porque por recomendação de um amigo comprei em S.Paulo na maravilhosa livraria Cultura o Livro 1808, mais um sobre o brasil e mais o que a amiga Neyma me ofereceu ia pagando excesso de bagagem, aliás só não pagamos, porque retiramos coisas da mala em pleno aeroporto para trazer em sacos plásticos :-)

Deste livro 1808, nunca tinha ouvido falar e se tivesse provavelmente fora do contexto nunca o teria comprado, porque história foi uma matéria que nunca gostei muito.

No contexto da nossa viagem achei interessante e muito adequado, gostei de o lêr nos locais onde parte da história se passou, fez-me apreciar de maneira diferente o livro e mesmo alguns passeios, Petrópolis e o passeio de barco pela Baía de Guanabara, sabendo que foi aí que a corte do D. João VI desembarcou.




Nunca algo semelhante tinha acontecido na História de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colónias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita - muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal. D. João VI foi o único soberano europeu a visitar terras americanas em mais de quatro séculos e foi quem transformou uma colónia num país independente. No entanto, o seu reinado no Brasil padece de um relativo esquecimento que, quando lembrado, é tratado de forma caricata. Mas o Brasil de D. João VI não se resume a episódios engraçados. A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleónicas, revoluções republicanas e escravidão formaram o cenário no qual se deu a mudança da corte portuguesa e a sua instalação no Brasil. O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver os seus protagonistas à dimensão mais correcta possível dos papéis que desempenharam há duzentos anos. Como se verá, estes personagens podem ser, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, incluindo alguns actuais.
Laurentino Gomes
Podem ler aqui no blog da Alcina.